Categoria:  Setor de Psicologia e Orientação EI/EFI
Publicado em : 8/7/2010
 
  Quando a criança começa na Educação Infantil
 

 

Neste momento de transição é importante que os pais acompanhem a criança e trabalhem para que escola e família estejam em sintonia. A adaptação será facilitada se a criança puder sentir tranqüilidade e segurança na decisão dos pais de colocá-la na escola.
 
Os momentos iniciais exigem sempre um esforço de adaptação da criança, da família e daqueles que assumem seus cuidados. A época de adaptação é muito especial. Todos desejam que ela caminhe da melhor forma, mas para cada criança e cada família este processo ocorre de um jeito diferente e em parte imprevisível.  Se  este período for cuidadosamente planejado a criança certamente se adaptará com maior facilidade.
 
Não é só a criança que enfrenta mudanças, sua reação pode ser a mais evidente, mas a família também sofre neste processo. Para os pais a decisão de deixar seu filho na escola é dificultada por uma série de conflitos: por um lado a necessidade de trabalhar, por outro a crença de que filhos pequenos têm de estar junto  aos  pais.  Neste momento é importante ter pessoas disponíveis para ouvir um desabafo, conversar, orientar e dar o apoio necessário.
 
É importante também que os pais sintam a escola como um ambiente seguro e acolhedor, conheçam o papel do educador e como é seu trabalho. Isto lhes permite viver esta fase com maior tranqüilidade, transmitindo segurança para seu filho e facilitando assim sua adaptação. Paralelo a isso é essencial que criem uma rotina para curtir seus filhos no  tempo  disponível,  acariciando,   brincando mostrando  seu amor por eles.

A partir de 6 a 8 meses de idade é comum os bebês estranharem e protestarem quando são separados de pessoas conhecidas. Isto é geralmente o que acontece quando o bebê chega na escola pela primeira vez. Com a criança um pouco mais velha a reação mais comum é chorar e agarrar-se à pessoa que lhe é
mais familiar.

Os pequenos têm poucos recursos para se expressar,  visto  que ainda não se comunicam verbalmente e manifestam seus  sentimentos  através  do  corpo.  A situação  de adaptação pode desencadear diversos
tipos  de  comportamentos.  Além  de  chorar,  ela  pode  adoecer freqüentemente, recusar alimentos, não dormir ou dormir demais, etc.

Em geral aos 2 ou 3 anos de idade os protestos parecem diminuir,  pois  a  criança compreende  melhor a separação   e  se   envolve em  brincadeiras com  os  
 companheiros,   mas  mesmo   assim poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, pois é a forma que a criança encontra para reagir frente às novas situações.  É comum que aconteça nesta fase uma  ambivalência de sentimentos: desejo de autonomia e necessidade de proteção ocorrendo simultaneamente.

É importante que pais e educadores possam compreender e respeitar o momento da criança de conhecer o novo ambiente e estabelecer novas relações. À medida que ela vai se integrando podem ser percebidas as influências positivas de sua permanência na escola: experiências sociais diferentes da experiência familiar, contatos com outras crianças em um ambiente estimulante e maior autonomia.

 
 Orientações quanto à adaptação:

 
1. O período de adaptação varia de criança para criança. É único e deve ser avaliado individualmente.

2. A vinda da criança para a escola deve ser preparada; entretanto, evite longas explicações, pois isso pode despertar suspeita e insegurança.

3. O ingresso da criança deve acontecer de forma a aumentar gradualmente o tempo em que ela fica na escola. A presença de um dos pais é importante para este apoio.

4. Cuidados devem ser tomados nesse período de adaptação em relação a: troca de mobília do quarto da criança; retirada de chupeta ou fraldas; troca recente de residência; perda de parente próximo ou animal de estimação; nascimento de irmão.

5. O choro na hora da separação é freqüente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola.

6. Não force com violência e ansiedade a criança a ficar na escola.

7. Evite comentários sobre a adaptação da criança em sua presença.

8. Cabe à mãe entregar a criança ao educador colocando-a no chão e incentivando-a a ficar. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo da mãe.

9. A mãe não deve sair escondida de seu filho. O ideal é despedir-se naturalmente, pois com o tempo ela vai perceber que volta todos os dias para buscá-la.
 
10. Lembre-se que o educador atende às crianças em grupo, procurando distribuir sua atenção igualmente.
 
 
 


 
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