Sustentabilidade

Em 1986, a explosão de um reator da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia (na época parte integrante da antiga União Soviética), causou um desastre sem proporcões na história humana. O acidente lançou à atmosfera uma quantidade de radiação equivalente à de 500 bombas atômicas como a de Hiroshima, levando uma área de 140 mil quilômetros a ser evacuada.

Cerca de 3,4 milhões de pessoas foram afetadas. A comoção internacional causada pelos acontecimentos reforçou o questionamento já expresso pela ONU na Conferência de Estocolmo, em 1972. "Na ocasião, foi dado um alerta de que a sobrevivência do planeta corria riscos com a crescente e irracional interferência do ser humano no meio ambiente". A resposta da ONU sobre o comportamento predatório do desenvolvimento econômico foi consolidada com a publicação do relatório Nosso Futuro Comum, em 1987. Nele, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente (CMMAD) criticava o modelo adotado pelos países desenvolvidos e defendia um novo tipo de desenvolvimento, capaz de manter o progresso em todo o planeta e de, no longo prazo, partilhá-lo entre os países em desenvolvimento e desenvolvidos. Nascia assim, o conceito de desenvolvimento sustentável ou sustentabilidade.

A idéia se popularizou nas conferências do Rio de Janeiro, em 1992, e de Johanesburgo, em 2002. Desde então, o debate sobre desenvolvimento sustentável está presente na sociedade civil, governos, empresas, organismos internacionais, ONGs, entre outros.

Assim, diante do grande consumo de recursos naturais, um número cada vez maior de empresas vem incorporando em suas estratégias o conceito de sustentabilidade, pois são alvo de novas expectativas quanto as suas responsabilidades para com a sociedade como agentes que dispõem de recursos financeiros e tecnológicos para uma atuação mais ágil, decisiva e direta na solução dos problemas ambientais.

Além das empresas, o peso da responsabilidade também visa cada indivíduo, que pode contribuir, com sua pequena parcela, em cada ação praticada, e nessa força que se soma, a transformação pode ocorrer, pois hábitos de consumo mudarão, sendo a melhor e talvez a única maneira para mudar o convívio com o nosso lar, ou seja, o nosso mundo.

Ivânia de Souza
Professora de Geografia

Fontes: www.gestaoambiental.com.br / www.estudostecnologicos.unisinos.br


 

O mito em torno do
sustentável